17 de junho de 2009

duo

 

 

 

Estou no bar do meu pai, com um vestido de cetim branco que tanto lembra o traje de uma noiva quanto uma camisola. De pé, com bloquinho na mão, escrevo os planos para uma festa. E estou tão compenetrada escrevendo que não percebo uma gorda serpente branca se enrolando em mim. Ela tem exatamente o meu comprimento, e sua pele é idêntica ao cetim do meu vestido. Antes que ela suba para os meus braços e me imobilize, a seguro pela mandíbula e duelamos com força equivalente. Sei que ela não quer me ferir, quer apenas se enrolar de novo em mim. Também não penso em matá-la, mas não a liberto porque tenho medo que ela mate o Negão, meu gato.

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Sobre juliana bernardo

Poeta, taróloga e mochileira. Publicou Carta Branca e Vitamina (Patuá, 2011| 2013). Desde 2012, organiza saraus, debates e rodas de conversa sobre escrita e publicação. Coeditou a Coleção Edições Maloqueiristas (2014), que reuniu 26 títulos entre poesia, ficção e teatro marginal. Cursou Filosofia, na USP, e escreve sobre as medicinas da floresta e o candomblé. Também atua como terapeuta de ThetaHealing. Agende sua consulta de Tarot ou TethaHealing! orugidodoleaonaocabenajaula@gmail.com 11 966815823 Ver todos os artigos de juliana bernardo

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