Non Ducor Duco?

Meu par não quis dizer seu verdadeiro nome. “Pode me chamar pelo nome de qualquer um que esteve no enredo”, me puxou pela mão e continuou “para aprender a dançar, o melhor é seguir os passos no escuro”. Sinto cócegas atrás dos joelhos: meu cabelo, louco, cresceu até. Num movimento, lembro que já sei dançar, mas continuo com passos lentos. Já minha mão, atrás do pescoço dele, repete muito rápido no ar o gesto de escrever.

E vamos, nós dois, nos empurrando na diagonal, de um extremo a outro da sala. Delicadamente, e sem outro movimento exceto empurrar e ser empurrado. Estamos em preto e branco, no escuro, mas nossos olhos brilham como leds. Os tacos soltos do piso são a pontuação.

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Sobre juliana bernardo

Poeta, taróloga e mochileira. Publicou Carta Branca e Vitamina (Patuá, 2011| 2013). Desde 2012, organiza saraus, debates e rodas de conversa sobre escrita e publicação. Coeditou a Coleção Edições Maloqueiristas (2014), que reuniu 26 títulos entre poesia, ficção e teatro marginal. Cursou Filosofia, na USP, e escreve sobre as medicinas da floresta e o candomblé. Também atua como terapeuta de ThetaHealing. Agende sua consulta de Tarot ou TethaHealing! orugidodoleaonaocabenajaula@gmail.com 11 966815823 Ver todos os artigos de juliana bernardo

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